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A Violência (do Livro Humanizar a Terra)

May 3, 2017

 

 

A Violência

1. Quando se fala de metodologia de ação referida à luta política e social, frequentemente alude-se ao tema da violência. Mas há questões prévias às que o tema mencionado não é alheio.

2. Enquanto o ser humano não realize plenamente uma sociedade humana, quer dizer, uma sociedade em que o poder esteja no todo social e não numa parte dele (submetendo e objectivando o conjunto), a violência será o signo sob o qual se realize toda a actividade social. Por isso, ao falar de violência há que mencionar o mundo instituído e, se a esse mundo se opõe uma luta não-violenta, deve destacar-se, em primeiro lugar, que uma atitude não-violenta é tal porque não tolera a violência. De maneira que não se trata de justificar um determinado tipo de luta, mas sim de definir as condições de violência que impõe esse sistema inumano.

3. Por outro lado, confundir não-violência com pacifismo, leva a inumeráveis erros. A não-violência não necessita justificação como metodologia de ação, mas o pacifismo necessita estabelecer ponderações sobre os factos que acercam ou afastam da paz, entendendo esta como um estado de não beligerância. Por isso, é que o pacifismo encara temas como os do desarmamento, fazendo disto a prioridade essencial de uma sociedade, quando, na realidade, o armamentismo é um caso de ameaça de violência física que responde ao poder instituído por uma minoria que manipula o Estado. O tema do desarmamento é de importância capital e, se bem que o pacifismo se dedique a esta urgência, ainda quando tenha êxito nas suas demandas, não modificará, por isso, o contexto da violência e, desde logo, não poderá estender-se, senão artificiosamente, ao plano da modificação da estrutura social. É claro que também existem diferentes modelos de pacifismo e diferentes bases teóricas dentro de tal corrente, mas, em todo o caso, não deriva dela um plano maior. Se, ao invés, a sua visão do mundo fosse mais ampla, certamente estaríamos em presença de uma doutrina que inclui o pacifismo. Neste caso, deveríamos discutir os fundamentos dessa doutrina, antes de aderir ou refutar o pacifismo que de ela deriva.

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