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Texto de apoio a Oficina 2: Coerência Humana - Carta 3 do Livro Cartas aos meus amigos de Silo

June 4, 2017

 

Texto de referência da Oficina 2 – Coerência Humana

Carta 3 do livro Cartas aos meus amigos escrito por Silo (criador do Humanismo Universalista).

 

Estimados amigos:

 

Espero que a presente carta sirva para ordenar e simplificar as minhas opiniões a respeito da situação atual. Também queria considerar certos aspectos da relação entre os indivíduos e entre eles e o meio social em que vivem.

 

1. A mudança e a crise

 

Nesta época de grande mudança estão em crise os indivíduos, as instituições e a sociedade. A mudança será cada vez mais rápida tal como as crises individuais, institucionais e sociais. Isto anuncia perturbações que talvez não sejam assimiladas por amplos sectores humanos.

 

2. Desorientação

 

As transformações que estão a ocorrer tomam direções inesperadas, produzindo uma desorientação geral em relação ao futuro e ao que se deve fazer no presente. Na realidade, não é a mudança que nos perturba, já que nela observamos muitos aspectos positivos. O que nos inquieta é não saber em que direção vai a mudança e para onde orientar a nossa atividade. (trecho do texto lido na oficina)

 

 3. Crise na vida das pessoas

 

A mudança está a ocorrer na economia, na tecnologia e na sociedade; sobretudo está a operar-se nas nossas vidas: no nosso meio familiar e laboral, nas nossas relações de amizade. Estão se modificando nossas ideias e o que acreditávamos sobre o mundo, sobre as outras pessoas e sobre nós mesmos. Muitas coisas estimulam-nos, mas outras nos confundem e nos paralisa. O comportamento dos demais e o nosso parece-nos incoerente, contraditório e sem direção clara, tal como sucede com os acontecimentos que nos rodeiam.

 

4. Necessidade de dar orientação à própria vida

 

Portanto, é fundamental dar direção a essa mudança inevitável e não há outra forma de fazê-lo senão começando por si mesmo. Em cada um deve dar-se direção a estas mudanças desordenadas cujo rumo desconhecemos.

 

5. Direção e mudança de situação

 

 Como os indivíduos não existem isolados, se realmente direcionam a sua vida, modificarão a relação com os outros na sua família, no seu trabalho e onde lhes caiba atuar. Este não é um problema psicológico que se resolve dentro da cabeça de indivíduos isolados, mas sim mudando a situação em que se vive com outros mediante um comportamento coerente. Quando celebramos êxitos ou nos deprimimos por causa dos nossos fracassos, quando fazemos planos para o futuro ou nos propomos introduzir mudanças na nossa vida, esquecemos o ponto fundamental: estamos em situação de relação com outros. Não podemos explicar o que nos acontece, nem escolher, sem referência a certas pessoas e a certos âmbitos sociais concretos. Essas pessoas que têm especial importância para nós e esses âmbitos sociais em que vivemos põem-nos numa situação precisa, a partir da qual pensamos, sentimos e atuamos. Negar isto ou não tê-lo em conta cria enormes dificuldades. A nossa liberdade de escolha e ação está delimitada pela situação em que vivemos. Qualquer mudança que desejemos operar não pode ser traçada em abstrato, mas sim em referência à situação em que vivemos.

 

 6. O comportamento coerente

 

Se pudéssemos pensar, sentir e atuar na mesma direção, se o que fazemos não nos criasse contradição com o que sentimos, diríamos que a nossa vida tem coerência. Seríamos confiáveis para nós mesmos, ainda que não necessariamente confiáveis para o nosso meio imediato. Deveríamos conseguir essa mesma coerência na relação com outros, tratando os demais como queremos ser tratados. Sabemos que pode existir uma espécie de coerência destrutiva, como observamos nos racistas, nos exploradores, nos fanáticos e nos violentos, mas está clara a sua incoerência na relação porque tratam os outros de um modo muito diferente daquele que desejam para si mesmos. Essa unidade de pensamento, sentimento e ação, essa unidade entre o trato que se pede e o trato que se dá, são ideais que não se realizam na vida diária.

 

Este é o ponto. Trata-se de um ajuste de condutas a essas propostas; trata-se de valores que, tomados com seriedade, direcionam a vida, independentemente das dificuldades que se enfrentem para realizá-los. Se observarmos bem as coisas, não estaticamente mas sim em dinâmica, compreenderemos isto como uma estratégia que deve ir ganhando terreno à medida que passe o tempo. Aqui sim valem as intenções, ainda que as ações não coincidam no princípio com elas, sobretudo se aquelas intenções são mantidas, aperfeiçoadas e ampliadas. Essas imagens do que se deseja conseguir são referências firmes que dão direção em todas as situações. E isto que dizemos não é tão complicado. Não nos surpreende, por exemplo, que uma pessoa oriente a sua vida para conseguir uma grande fortuna, no entanto, essa pessoa pode saber antecipadamente que não a conseguirá. De qualquer maneira, o seu ideal impulsiona-a ainda que não tenha resultados relevantes. Então, por que razão não se pode entender que mesmo sendo a época adversa ao trato que se pede com o trato que se dá, mesmo sendo adversa a pensar, sentir e atuar na mesma direção, esses ideais de vida possam dar direção às ações humanas?

 

 7. As duas propostas

 

Pensar, sentir e atuar na mesma direção e tratar os outros como se deseja ser tratado, são duas propostas tão singelas que podem ser entendidas como simples ingenuidades pela gente habituada às complicações. No entanto, atrás dessa aparente candura, há uma nova escala de valores em cujo ponto mais alto se põe a coerência, uma nova moral para a qual não é indiferente qualquer tipo de ação, uma nova aspiração que implica ser consequente no esforço para dar direção aos acontecimentos humanos. Por trás dessa aparente candura, aposta-se no sentido da vida pessoal e social que será verdadeiramente evolutivo ou caminhará para a desintegração. Já não podemos confiar que velhos valores deem coesão às pessoas num tecido social deteriorado dia-a-dia pela desconfiança, o isolamento e o individualismo crescente. A antiga solidariedade entre os membros das classes, associações, instituições e grupos vai sendo substituída pela concorrência selvagem a que não escapa o casal nem a irmandade familiar. Neste processo de demolição, não se elevará uma nova solidariedade com base em ideias e comportamentos de um mundo que já era, mas sim graças à necessidade concreta de cada um de direcionar a sua vida, para o que terá de modificar o seu próprio meio. Essa modificação, se é verdadeira e profunda, não se pode pôr em andamento por ação de imposições, por leis externas ou por fanatismos de qualquer tipo, mas sim pelo poder da opinião e da ação mínima conjunta entre as pessoas que fazem parte do meio em que se vive.

 

8. Chegar a toda a sociedade a partir do meio imediato.

 

Sabemos que ao mudar positivamente a nossa situação estaremos a influir no nosso meio e outras pessoas compartilharão este ponto de vista, dando lugar a um sistema de relações humanas em crescimento. Teremos que perguntar-nos: Por que razão deveríamos ir mais além de onde começamos? Simplesmente por coerência com a proposta de tratar os outros como queremos que nos tratem. Ou não levaríamos aos outros algo que se mostrou fundamental para a nossa vida? Se a influência começa a desenvolver-se é porque as relações, e portanto os componentes do nosso meio, se ampliaram. Esta é uma questão que deveríamos ter em conta desde o começo, porque mesmo quando a nossa ação começa a aplicar-se num ponto reduzido, a projeção dessa influência pode chegar muito longe. Não tem nada de estranho pensar que outras pessoas decidam juntar-se na mesma direção. Afinal de contas, os grandes movimentos históricos seguiram o mesmo caminho: começaram pequenos, como é lógico, e desenvolveram-se graças a que as pessoas os consideraram intérpretes das suas necessidades e inquietudes. Atuar no meio imediato, mas com o olhar posto no progresso da sociedade é coerente com tudo o que se disse. De outro modo, para que faríamos referência a uma crise global que deve ser enfrentada resolutamente, se tudo terminasse em indivíduos isolados para quem os outros não têm importância? Por necessidade das pessoas que coincidam em dar uma nova direção à sua vida e aos acontecimentos, surgirão âmbitos de discussão e comunicação direta. Depois, a difusão através de todos os meios permitirá ampliar a superfície de contato. O mesmo acontecerá com a criação de organismos e instituições compatíveis com este projeto.

 

 9. O meio em que se vive

 

Já comentamos que é tão veloz e tão inesperada a mudança, que este impacto se está a receber como crise na qual se debatem sociedades inteiras, instituições e indivíduos. Por isso, é imprescindível dar direção aos acontecimentos. No entanto, como poderia uma pessoa fazê-lo, submetida como está à ação de eventos maiores? É evidente que só se pode direcionar aspectos imediatos da vida e não o funcionamento das instituições nem da sociedade. Por outro lado, pretender dar direção à própria vida não é coisa fácil, já que cada um vive em situação, não vive isolado, vive num meio. Este meio, podemos vê-lo tão amplo como o Universo, a Terra, o país, o Estado, a província, etc. Contudo, há um meio imediato que é onde desenvolvemos as nossas atividades. Esse meio é familiar, laboral, de amizades, etc. Vivemos em situação com referência a outras pessoas e esse é o nosso mundo particular do qual não podemos prescindir. Ele atua sobre nós e nós sobre ele de um modo direto. Se temos alguma influência, é sobre esse meio imediato. Mas acontece que tanto a influência que exercemos como a que recebemos estão afetadas, por sua vez, por situações mais gerais, pela crise e a desorientação.

 

10. A coerência como direção de vida

 

Se se quisesse dar alguma direção aos acontecimentos, haveria que começar pela própria vida e, para fazê-lo, teríamos de ter em conta o meio em que atuamos. Ora bem, a que direção podemos aspirar? Sem dúvida, àquela que nos proporcione coerência e apoio num meio tão variável e imprevisível. Pensar, sentir e atuar na mesma direção é uma proposta de coerência na vida. No entanto, isto não é fácil porque nos encontramos numa situação que não escolhemos completamente. Estamos a fazer coisas que necessitamos, mesmo que em grande desacordo com o que pensamos e sentimos. Estamos metidos em situações que não governamos. Atuar com coerência, mais que um facto, é uma intenção, uma tendência que podemos ter presente, de maneira que a nossa vida se vá direcionando para esse tipo de comportamento. É claro que unicamente influindo nesse meio, poderemos mudar parte da nossa situação. Ao fazê-lo, estaremos direcionando a relação com outros e outros partilharão essa conduta. Se a isso se objeta que algumas pessoas mudam de meio com certa frequência, por causa do seu trabalho ou por outros motivos, responderemos que isso não modifica nada o exposto, já que sempre se estará em situação, sempre se estará num dado meio. Se pretendemos coerência, o trato que dermos aos outros terá de ser do mesmo genero que o trato que exigimos para nós.

 

Assim, nestas duas propostas encontramos os elementos básicos de direção até onde chegam as nossas forças. A coerência avança contanto avance o pensar, o sentir e o atuar na mesma direção. Esta coerência estende-se a outros, porque não há outra maneira de fazê-lo, e, ao estender-se a outros, começamos a tratá-los do modo que gostaríamos de ser tratados. Coerência e solidariedade são direções, aspirações de condutas a conseguir.

 

11. A proporção nas ações como avanço em direção à coerência.

 

Como avançar em direção coerente? Em primeiro lugar, necessitaremos de uma certa proporção no que fazemos quotidianamente. É necessário estabelecer quais são as questões mais importantes na nossa atividade. Devemos priorizar o fundamental para que as coisas funcionem, depois o secundário e assim seguindo. Possivelmente atendendo a duas ou três prioridades, teremos um bom quadro de situação. As prioridades não podem inverter-se, também não podem separar-se tanto que se desequilibre a nossa situação. As coisas devem ir em conjunto, não isoladamente, evitando que umas se adiantem e outras se atrasem. Frequentemente, cegamo-nos pela importância de uma atividade e, desta maneira, desequilibra o conjunto... no final, o que considerávamos tão importante também não se pode realizar, porque a nossa situação geral ficou afetada. Também é certo que às vezes se apresentam assuntos de urgência a que devemos dedicar-nos, mas é claro que não se pode viver postergando outros que são importantes para a situação geral em que vivemos. Estabelecer prioridades e levar a atividade em proporção adequada, é um avanço evidente em direção à coerência.

 

12. A oportunidade das ações como avanço em direção à coerência.

 

Existe uma rotina quotidiana dada pelos horários, os cuidados pessoais e o funcionamento do nosso meio. No entanto, dentro dessas pautas há uma dinâmica e riqueza de acontecimentos que as pessoas superficiais não sabem apreciar. Há aqueles que confundem a sua vida com as suas rotinas, mas isto não é assim de todo, já que muito frequentemente têm que escolher dentro das condições que lhes impõe o meio. Na verdade, vivemos entre inconvenientes e contradições, mas convirá não confundir ambos os termos. Entendemos por "inconvenientes" as moléstias e impedimentos que enfrentamos. Não são enormemente graves, mas claro que se são numerosos e repetidos aumentam a nossa irritação e fadiga. Certamente, estamos em condições de superá-los: não determinam a direção da nossa vida, não impedem que levemos adiante um projeto. São obstáculos no caminho, que vão desde a menor dificuldade física a problemas em que estamos a ponto de perder o rumo. Os inconvenientes admitem uma gradação importante, mas mantêm-se num limite que não impede de avançar. Coisa diferente acontece com o que chamamos "contradições".

 

Quando o nosso projeto não pode ser realizado, quando os acontecimentos nos lançam numa direção oposta à desejada, quando nos encontramos num círculo vicioso que não podemos romper, quando não podemos direcionar minimamente a nossa vida, estamos tomados pela contradição. A contradição é uma espécie de inversão na corrente da vida que nos leva a retroceder sem esperança. Estamos a descrever o caso em que a incoerência se apresenta com maior crueza. Na contradição, opõe-se o que pensamos, o que sentimos e fazemos. Apesar de tudo, sempre há possibilidade de direcionar a vida, mas é necessário saber quando fazê-lo. A oportunidade das ações é algo que não temos em conta na rotina quotidiana e isto é assim porque muitas coisas estão codificadas. Mas, no que se refere aos inconvenientes importantes e às contradições, as decisões que tomamos não podem estar expostas à catástrofe.

 

Em termos gerais, devemos retroceder diante de uma grande força e avançar com resolução quando essa força se debilite. Há uma grande diferença entre o temeroso que retrocede ou se imobiliza ante qualquer inconveniente e aquele que atua sobrepondo-se às dificuldades, sabendo que, precisamente, avançando pode torneá-las. Acontece que, às vezes, não é possível avançar, porque se levanta um problema superior às nossas forças e arremeter sem cálculo leva-nos ao desastre. O grande problema que enfrentemos será também dinâmico e a relação de forças mudará, ou porque vamos crescendo em influência ou porque a sua influência diminui. Quebrada a relação anterior, é o momento de proceder com resolução, já que uma indecisão ou uma postergação fará com que novamente se modifiquem os fatores. A execução da ação oportuna é a melhor ferramenta para produzir mudanças de direção.

 

13. A adaptação crescente como avanço em direção à coerência.

 

Consideremos o tema da direção, da coerência que queremos conseguir. Adaptar-nos a certas situações terá a ver com essa proposta, porque adaptar-nos ao que nos leva em direção oposta à coerência é uma grande incoerência. Os oportunistas padecem de uma grande miopia com respeito a este tema. Eles consideram que a melhor forma de viver é a aceitação de tudo, é a adaptação a tudo; pensam que aceitar tudo, sempre que provenha de quem tem poder, é uma grande adaptação, mas é claro que a sua vida dependente está muito longe do que entendemos por coerência.

 

Distinguimos entre a desadaptação, que nos impede de ampliar a nossa influência; a adaptação decrescente, que nos deixa na aceitação das condições estabelecidas; e a adaptação crescente, que faz crescer a nossa influência em direção às propostas que temos vindo a comentar.

 

Sintetizando:

 

1. Há uma mudança veloz no mundo, motorizada pela revolução tecnológica, que está a chocar com as estruturas estabelecidas e com a formação e os hábitos de vida das sociedades e dos indivíduos.

 

2. Este desfasamento gera crises progressivas em todos os campos e não há razão para supor que se vai deter, antes pelo contrário, tenderá a incrementar-se.

 

3. O inesperado dos acontecimentos impede prever que direção tomarão os factos, as pessoas que nos rodeiam e, em suma, a nossa própria vida.

 

4. Muitas das coisas que pensávamos e acreditávamos já não nos servem. Também não estão à vista soluções que provenham de uma sociedade, instituições e indivíduos que padecem do mesmo mal.

 

5. Se decidirmos trabalhar para fazer frente a estes problemas, teremos que dar direção à nossa vida, buscando coerência entre o que pensamos, sentimos e fazemos. Como não estamos isolados, essa coerência terá que chegar à relação com os outros, tratando os do mesmo modo que queremos para nós mesmos. Estas duas propostas não podem ser cumpridas rigorosamente, mas constituem a direção de que necessitamos, sobretudo se as tomarmos como referências permanentes e as aprofundarmos.

 

6. Vivemos em relação imediata com outros e é nesse meio onde temos que atuar para dar direção favorável à nossa situação. Esta não é uma questão psicológica, uma questão que se possa resolver na cabeça isolada dos indivíduos: é um tema relacionado com a situação que se vive.

 

7. Sendo consequentes com as propostas que tratamos de levar adiante, chegamos à conclusão que o que é positivo para nós e para o nosso meio imediato, deve ser alargado a toda a sociedade. Junto a outros que coincidem na mesma direção, implementaremos os meios mais adequados para que uma nova solidariedade encontre o seu rumo. Por isso, apesar de atuar tão especificamente no nosso meio imediato não perderemos de vista uma situação global que afeta todos os seres humanos e que requer a nossa ajuda, assim como nós necessitamos da ajuda dos outros.

 

8. As mudanças inesperadas levam-nos a pensar seriamente na necessidade de direcionar a nossa vida.

 

9. A coerência não começa e termina em cada um, está antes relacionada com um meio, com outras pessoas. A solidariedade é um aspecto da coerência pessoal.

 

10. A proporção nas ações consiste em estabelecer prioridades de vida e operar com base nelas, evitando que se desequilibrem.

 

11. A oportunidade do atuar tem em conta retroceder perante uma grande força e avançar com resolução quando esta se debilita. Esta ideia é importante para efeitos de produzir mudanças na direção da vida, se estamos submetidos à contradição.

 

12. É tão inconveniente a desadaptação num meio em que não podemos mudar nada, como a adaptação decrescente, na qual nos limitamos a aceitar as condições estabelecidas. A adaptação crescente consiste num aumento da nossa influência no meio e em direção coerente.

 

Recebam com esta carta os meus melhores cumprimentos.

Silo 17/12/91

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